Embaixada de Portugal na Suécia

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Ataque criminoso contra a Embaixada de Portugal em Estocolmo – nota de informação

Na sequência da nota emitida no dia 5 de abril, a Embaixada de Portugal gostaria de transmitir as seguintes informações complementares acerca dos acontecimentos dramáticos ocorridos no passado dia 4 de abril:

- Os elementos já conhecidos – e que se podem divulgar sem comprometer o sigilo das investigações policiais em curso – permitem concluir que se tratou de um ataque criminoso contra a Embaixada, respetivos funcionários e instalações, perpetrado por um indivíduo totalmente desconhecido da Embaixada, e apresentando evidentes sintomas de profundas perturbações psicológicas.

- Em resultado do ataque, a Embaixada – chancelaria, ou seja, o escritório - assim como as instalações da Agência para o Investimento e o Comércio Externo de Portugal – AICEP - e o Turismo de Portugal, ficaram totalmente destruídos, ou tão severamente danificados, que não é neste momento possível prever quando estarão reunidas as condições necessárias ao restabelecimento regular dos serviços e, designadamente, o atendimento ao público.

- Mais: não é mesmo possível estimar quando serão restabelecidos os serviços mínimos, inclusivamente no tocante à receção e atendimento do público na Secção Consular, dadas as óbvias dificuldades em encontrar, com a desejável brevidade, um local que reúna as condições necessárias de segurança e funcionalidade, tanto para os funcionários como para todos os nossos utentes.

Eventualmente, não terá sido inteiramente compreendido todo o alcance e a gravidade da situação causada, e que continua a verificar-se. Essa a principal razão desta nota, que complementa e detalha a emitida a 5 de abril, i.e., assim que foi possível informar o público do ocorrido.

Não obstante, a Embaixada, e os seus funcionários, sem exceção, estão a envidar todos os esforços possíveis para o restabelecimento dos serviços, e manterão todos os interessados – público em geral, autoridades e entidades públicas e privadas portuguesas e locais, comunidade portuguesa, corpo diplomático acreditado na Suécia, comunicação social – ao corrente da evolução da situação.

Apesar da situação exposta, a Embaixada deseja relevar que não há felizmente a registar quaisquer vítimas, seja entre os funcionários da Embaixada, seja entre os utentes da Secção Consular e visitantes da Embaixada, seja entre os funcionários das outras Missões Diplomáticas sediadas no prédio da Chancelaria, seja entre os respetivos locatários, utentes ou visitantes.

Neste momento, e numa nota mais pessoal, desejo reiterar, em meu nome, e de todos os funcionários da Embaixada, o agradecimento pelas muitas manifestações de preocupação que nos chegaram, por diversas formas e meios, dando nota da sua inquietação acerca do sucedido. E que, desde a primeira hora, se disponibilizaram também para nos apoiar nestes momentos muito difíceis.

Neste contexto, desejo transmitir o nosso reconhecimento pelo continuado apoio recebido da parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dos seus serviços, e dos colegas e funcionários, que não têm medido esforços no sentido de nos ajudarem a restabelecer o funcionamento da nossa Missão.

Permito-me ainda destacar as palavras de Sua Excelência o Presidente da República, e o apoio dado desde o primeiro momento pelo Governo Português, designadamente na pessoa do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Uma referência final – mas não menos importante – ao imediato socorro prestado pela brigada de bombeiros suecos, que evitou o pior, e preveniu que houvesse vítimas humanas a lamentar. Agradecemos igualmente o apoio, também vital, das autoridades policiais suecas, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, nomeadamente dos serviços do Protocolo.

Estocolmo, 10 de abril de 2018

 

Henrique Silveira Borges

Embaixador de Portugal na Suécia

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